Conversando com uma amiga, chegamos à conclusão, passada adolescência, tivemos algumas experiências, ao mesmo tempo, que entendemos e fazemos melhor algumas coisas, a gente não é tão natural assim ne, vamos combinar... cuidamos mais o que falamos e como agimos, deixamos de lado a espontaneidade com receio de levar um fora.
O pior de tudo isso, é que é SUPERNORMAL temer.
Quando a gente gosta de alguém, algumas vezes, acabamos fazendo pelo outro, ligamos, procuramos... mesmo tendo receio, de tipo, o que ele vai pensar? Se eu ligar, vai me achar grudenta? Se eu não ligar, vai pensar que eu não quero? Será que ta na mesmo vibração que eu (de querer ta comigo e eu com ele)? Querer! mas ter medinho pq tudo foi tão rápido e intenso?...
Chega o momento do “acorda Alice”, não da pra esperar que ele chegue com flores e te roube pra passar um findi numa viagem paradisíaca com ele pq ele também tem medo de tomar um fora, de se magoar...
Quando a gente é criança os psicólogos e terapeutas usam uma tática para acabar com alguns medos (bicho papão, monstro do armário, a cuca, o velho do saco....), pedem pra escrever todos os medos, depois da difícil elaboração de respostas – pq existem medos que não tem uma explicação lógica, pq “a coisa” não existe – se coloca numa caixinha que o terapeuta leva embora...
As coisas podiam ser simples assim, tipo ta, eu te quero, tu me quer, é isso!? vamos ficar juntos até enjoar, casar, ter cinco filhos e viver felizes pra vida toda... mas os medos... eu tenho medo! quando tudo ta tão perfeito... ta cadê as câmeras? Hahaha
Eu queria essa caixinha pra dar tchau pros meus medos!
31 julho, 2009
UUUU Bicho!
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