12 fevereiro, 2010

metamorfose ambulante...

Todas as transformações na minha vida foram fatos que interferiam na vida de outras pessoas.
Talvez este texto não se trate tanto de mim, mas de alguém que vai sofrer tanto quanto eu esta mudança. Descartes, diz que toda a mudança é sofrimento, acredito nisso, pois creio que não são decisões fáceis de serem tomadas, ou como diriam os bordões populares "quem pensa, não casa"... hehehe
Minha mãe, nesta tranformação maluca, tentou definir suas emoções, com os olhos marejados e com uma pureza de setimentos que eu não havia presenciado antes, ela disse que estava feliz com tudo que estava me acontecendo, mas isso tudo mexia muito com ela, e que talvez se a vida fosse definida em ciclos, seria dividida em 3, sua vida até os 30, até os 60 e até os 90 anos, que a sensação que ela sentia era de inutilidade e eu entendi, imagina eu quando for mãe, durente um bom tempo minha preocupação será deles, filhos, apesar de tentar fazer com que eles se tornem o mais seguros e adultos possiveis, depois que eles vão... o que fazer??? eu sinceramente não tenho esta resposta, mas como diz Renato Russo... são crianças como você, o que você vai ser, quando você crescer?...
Bom, quanto a mim, vou aprender a me virar sozinha, quanto a ela, também vai aprender, talvez com mais medo e insegurança que eu, mas dessa vez compartilhando os mesmos sentimentos, de que toda a dor nos faz crescer.
Também não vai ser facil para mim, mas to colocando minha cara a prova, talvez receba carinho, talvez tapas, talvez os dois, mas chegou a hora de virar borboleta, nem que seja por um dia.

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