24 janeiro, 2011

um peixe fora d’água...

Mãe, eu sei que todo esse desabafo te deixa triste, mas como conviver todos estes anos engolindo? Não quero e não deixo que a história se repita... Arrogância e prepotência não têm nada a ver comigo.
Na discussão da tarde de hoje, ficou claro pra mim, que alguém que dizia saber usar tão bem as palavras não agüentava ser enfrentada, os argumentos sumiam.....
Fico me perguntando por que razão nasci nesta família, o que e porque tenho que aprender?
Tudo é muito estranho e ao mesmo tempo tão vazio, deve existir uma razão para tudo e eu sempre pareço ser a culpada... madrinha, nunca fui.... uns diziam que era por não ser casada, outros, porque sempre fui e sempre vou ser a caçula, não importa o quanto eu me esforce (e só Deus sabe quanto) para não ser vista com este estigma, nada que eu faça muda o quadro!
Só para esclarecer, nunca te pedi ajuda e também não sinto vontade disso, pelo simples fato de que se alguém faz isso contigo, tu joga na cara.
Fala de todos e age igual a quem mais te irrita. E tudo aquilo que passamos?
Mais uma vez volto pra casa e me pergunto se foi bom ter vindo e tentando achar a resposta lá no fundo, no fundinho mesmo, não sei... sei que quando venho, vejo que as únicas que realmente querem saber de mim - se estou bem ou o que ando fazendo - são a mãe e a vó... cansada de começar uma conversa e ser interrompida com coisas que não fazem parte da minha vida, cansada por sempre ter que ser o lado compreensivo, por ter que calar a boca, engolir e agora o que me soa mais horrível é ir embora me indagando se tive mais perdas do que ganhos...

12 janeiro, 2011

minha visão é miope...

Você já se deu conta como nossa vida é efêmera, como tudo passa e passa rápido, a transformação vem como um vento forte que levanta tudo que está pela frente, tudo que foi mal feito... devasta, derruba, arranca... papinho brabo para o primeiro post de 2011??? Pode ser, até porque tempo é diferente para todo mundo e pra mim, na intensidade dos meus sentimentos tudo parece ser tão eterno, tão... pra sempre e por causa da minha maneira míope de ver as coisas, custo conseguir ser racional, até meu auge de racionalidade é sentimental, ser ou não ser, ter ou não ter, dar ou não dar... são tantos os meus questionamentos e quase nenhuma resposta. Até onde preciso ir para acabar com minha busca de autoconhecimento e muitas vezes de autopunição.
Tudo cinza e tudo colorido ao mesmo tempo. Quero alguém pra mim, que me ame e que eu o ame, me some e me multiplique.
Você sabe que eu estou aqui, esperando por você, estou apenas um passo de distância e se me deixar aqui você me deixa em pedaços e em pedaços permaneço.
Não é porque o céu está nublado que as estrelas desapareceram. (teoria do palhaço, desta vez)