Pensei muitas vezes em escrever este post, mas era muito difícil para mim, não sei muito bem por qual razão era tão complicado, porque não conseguia falar de alguém que apesar das diferenças eu amo, mas hoje eu sei porque me deu vontade de escrever... saudade do que éramos.
Lembrei de um dia que você fazia teu projeto final, o mundo desmoronando em nossas cabeças e nós ali no escritório cúmplices, eu por razões óbvias (pra mim) nunca me dei bem em dormir cedo a noite e você com medo do escuro e milhões de outros “galhos” que te perturbavam, mas tu colocava uma música no rádio, ou era os filhos de Elis ou Beatles e eu ficava desenhando para ter uma desculpa para te acompanhar, mas era por puro “dó” de te ver trabalhando até altas horas da madrugada, era como se eu pudesse te ajudar de alguma forma.
Não sei ao certo quando começamos a nos afastar e como ficamos tão frias ou distantes, de um modo geral, talvez por tentar achar culpados, é mais fácil dizer que foi por conta dos traumas, pois todas nós mudamos, algumas mais, outras menos, mas mudamos e estas mudanças se refletem até hoje.
No nosso modo de ser, de nos relacionar, de tentar nos preservar para que aquilo não se repita com a gente.
Desde que vim pra cá, o dia mais feliz pra mim em relação a ti, foi quando me ligou no show do Paul, era como se realmente quisesse que eu estivesse ali, era como se a gente tivesse voltado ao tempo, era como estar contigo outra vez e hoje por conta disso posso dizer que temos uma música “blackbird”.
Eu te amo Tita, minha irmã leoa, forte e inabalável, que me surpreende quando desliga o telefone dizendo te amo. Eu também, e você nem pode imaginar o quanto.
01 maio, 2011
A Leoa
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