24 outubro, 2012

... a pele que há em mim...

Não sei se isso acontece com tanta frequência e com tanta intensidade em outras pessoas, mas certas músicas mexem demais comigo.
Essa em especial me fez refletir como a relação e interação humana hoje em dia é tão efêmera. Como o transitório é encarado como algo normal e já esperado.
Será que a curta duração das coisas é por conta da nossa ansiedade por felicidade? Será que a felicidade e a busca por ela é a causa de tanta infelicidade? O que te faz feliz? Você já tentou achar essa resposta?... Uma casa? Um amor? Um trabalho? Dinheiro? Saúde?
Porque muitas das nossas insatisfações são em torno do que queríamos fazer e expectativas de como queríamos que alguns fizessem, ou talvez nós mesmos?
O quanto é desgastante se deparar com o que você gostaria que fosse e como certas comparações filosóficas e psicológicas de que você não deve criar expectativas, não fazem o menor sentido, pois não temos ainda, a capacidade de sermos criaturas sem esperanças... seria como trazer um robô a vida!
Cada vez mais as máquinas se parecem com seres humanos e nós, com quem parecemos? Com quem queremos parecer? Aí esta a prova de nossas expectativas, todos gostariam de ter ou ser um pouco de sua mãe ou seu pai, algum familiar, ou ídolo do rock, se não fosse pelo gênio por alguma característica que você achasse “isso é ser feliz”... 
Somos seres diferentes, mas já me perguntei várias vezes se o caminho que estava traçando era diferente mesmo! E se nessa ilusão de ser diferente, eu não me aproximava cada vez mais do que é normal.
O que nos falta é... não tenho a resposta infelizmente, só sei que não podemos viver contando os segundos para o fim.


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